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terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

À conversa com os Bons Rapazes

Os rostos destes dois amigos não são desconhecidos. Pedro Teixeira é actor e 1/2 de um dos mais acarinhados casais mediáticos portugueses, juntamente com Cláudia Vieira. Já Tiago Froufe, move-se nos mesmos meios, mas habitualmente está nos bastidores, trabalhando as relações públicas das estrelas como consultor de social media. É o responsável pelo boom digital de Cristina Ferreira e, desde Dezembro, decidiu puxar Pedro, seu amigo de longa data para também eles partilharem com o mundo o seu dia-a-dia cheio de aventuras (literalmente). Juntos, criaram o Bons Rapazes,  o primeiro grande blogue de lifestyle assumidamente masculino: motas, comes e bebes, viagens, tecnologia. Sempre sob a sua perspectiva pessoal e com muitos convidados (outros bons rapazes) também à mistura. 

O betrend falou com eles.

Betrend: Quem teve a ideia do “Bons Rapazes”?
Pedro: A ideia do blogue foi do Tiago. Na verdade, foi algo que foi surgindo em conversas, em jantares. Já somos amigos há bastante tempo. Ambos tínhamos as nossas experiências , que ambos curtíamos muito e acabámos por aproveitar o conhecimento que o Tiago tem, porque trabalha com redes sociais. Pensámos que não havia nada de homens para homens, porque não criar o nosso?
Tiago: Queríamos falar para tipos como nós. Os blogues que existem falam muito de moda, mas não era isso que pretendíamos. Falando de moda, eu não tenho grandes referências de alta costura, por exemplo.  Gosto muito de Tom Ford, mas também gosto de misturar um lado mais clássico com streetwear. Uma marca que para mim é uma referência, sem dúvida, é a Supreme, e em Portugal, uma marca de que gosto muito é a Cardume.  Também a Timberland tem uma coisa boa e que se adequa perfeitamente a nós. É a tal mistura que se adequa com esta vida urbana que temos ao longo da semana, contrastando com os tais rasgos de aventura aos fins-de-semana, a Timberland adequa-se perfeitamente a isso.
Pedro: Adapta-se a tudo. Vim assim vestido [com Timberland] para esta entrevista e a seguir vou dar umas voltas de mota assim e enquadra-se perfeitamente.
Tiago: Sim, as botas que o Pedro tem calçadas, não as tira há pelo menos um mês e meio.
Pedro: É verdade, uso-as com tudo e para tudo. Só falta levá-las à gala da TVI.
Betrend: Quem gostavam que vos vestisse?
Pedro e Tiago: A Timberland, claro. 
Betrend: Tiago, fala-me mais da Cardume, sei que estas envolvido no projecto.
Tiago: A Cardume acaba por ser uma ramificação daquilo que eu gosto: é clássica com uma mistura de streetwear. É uma marca 100% portuguesa de 4 amigos, que está sedeada em Paço de Arcos, junto ao mar. Tem muita influência do mar, mas também referências urbanas. Temos roupas para homem, mulher e agora lançamos recentemente a linha de crianças. Julgo que conseguimos criar um conceito forte e arranjámos um bom gancho de comunicação com esta ligação ao mar. Claro que o design e toda a parte de branding também faz a sua parte, e o nosso designer, o Stone, é óptimo. O espírito da Cardume acaba por ser o mesmo do Bons Rapazes: durante a semana, somos uns animais urbanos, mas mal chega o fim-de-semana, pegamos nas nossas motas e vamos à aventura.
Betrend: Fazem tudo de mota?
Pedro: Sim. Este fim-de-semana, vamos para a Guarda, testar duas motas. Vai ser um terror com o frio e confesso que não sei andar de mota com gelo..
Tiago: Nem eu! Vamos atravessar a Serra da Estrela de mota. Só os dois. O resto da família costuma alinhar, até porque elas iam para o Spa enquanto nós estávamos no frio, mas depois desistiram da ideia. Basicamente, vai ser uma viagem para testar as motas e para comer e beber bem.           
Pedro: Vamos ter provas de vinhos, provas de queijos. Vamos experimentar uns capacetes novos, um modelo novíssimo da  Nexx que é uma marca portuguesa de Anadia, onde também já estivemos na fábrica.  É isso e fazer muito conteúdo para o blogue!

Betrend: Portanto, o Bons Rapazes acaba por ser quase uma desculpa para vocês viverem uma data de experiências enquanto amigos...
Pedro: O que acontece, sobretudo, é que com o blogue, acabamos por arranjar parceiros que nos proporcionam este tipo de situações que, se fossemos nós os dois sozinhos, teríamos muito mais dificuldade em organizar.
Tiago: Por exemplo, agora vamos à Suécia com a Absolut
e também vamos fazer uma coisa muito gira com a Chivas, vamos visitar as cave da marca à Escócia. Ficamos mesmo no hotel deles e vai acabar por haver uma série de experiências com whisky. Para além de vermos como se faz, conhecemos todo o processo e ainda nos divertimos.
Pedro: É isso, acabamos por fazer coisas que gostamos muito. Sem um objectivo, como é criar conteúdo para o blogue, não faríamos um décimo daquilo que acabamos por fazer. Também nos dá gozo, partilhar isso com os leitores, mostrar às pessoas aquelas experiência que às vezes não passam do seu imaginário, nós ao experienciarmos vamos passar essa informação, com vídeo, fotos.

Betrend: Pedro, consegues conciliar estas aventuras com as filmagens?
Pedro: Eu acabo por me dedicar a tempo inteiro ao Bons Rapazes, mas, claro, gostava de conseguir mais. Se tivesse mais tempo, andávamos sempre fora.

Betrend: Gostavam de viver disto?
Tiago: Isso era óptimo...
Pedro: Não deixava a carreira de actor, mas se calhar não trabalhava tanto. Era mais selectivo, provavelmente. Agora, o problema maior é que o site tem muito caminho para percorrer. Temos muitas direcções para onde disparar, e precisamos de saber escolher. Não dá para fazer tudo.
Tiago: É uma questão de organização, porque vamos sempre seguir os nossos gostos. Nós gostamos de carros motas, realização, comer, beber, gadgets, fotografias. Gostamos de uma série de coisas.
Pedro: Haja tempo!

Betrend: Viagens que ainda vos falta fazer?
Pedro: Ui! Quero ir a todos os sítios onde não fui e voltar àqueles onde já fui. Se pudesse estava sempre fora. Adoro viajar, conhecer pessoas e sair daqui. Ultimamente não tenho viajado assim tanto, e sinto que me faz muita falta. Quero dar a volta ao mundo
Tiago: Vietnam. Ásia é um dos destinos onde gostaríamos de passar pelo menos um mês e meio.
Betrend: E música?
Pedro: O Tiago é o rapaz dos festivais! O senhor da caravana...
Tiago: Já fui de caravana, mas não fui longe, foi o festival mais perto de casa. Fui para o Meco de caravana... é mesmo aqui ao lado! Mas é completamente diferente... [Pedro ri-se]. É tão bom estar num festival mas com boas condições. Eu gosto de campismo selvagem, mas não tão selvagem como nos festivais.  Andávamos sempre de mota, não nos preocupávamos com nada.  Mas agora ando com tanto trabalho que não tenho ouvido coisas novas, ouço o de sempre: smiths, black rebel motorcycle club, kinks... muito variado. E como o blogue até agora não fala de música...
Pedro: Eu ouço tudo, mas não vou dizer porque vão começar-se a rir.
Tiago: Ele quer é cenas divertidas, ouve tudo, rádio...
Pedro: Também ouço o teu som, sou capaz de aguentar uma tarde inteira! 
Betrend: Estamos em Fevereiro, o mês dos namorados... são românticos?
Pedro: Românticos??
Tiago: Eu sou, muito romântico
Pedro: És?!
Tiago: Sou! Sou aquele tipo que leva rosas, prepara jantares à luz das velas... Sou muito de surpresas, adoro preparar momentos especiais.
Pedro: Uma vez, eu e a Cláudia [Vieira] chegámos ao Algarve para irmos ter com o Tiago e Inês e, quando entramos no nosso quarto, vimos que ele tinha-nos preparado uma surpresa. Tinham feito a coisa mais foleira de sempre: um coração feito em pétalas de rosas vermelhas no meio da cama com um T mais um I [de Tiago e Inês].
Tiago: Era foleiro, era foleiro, mas eles adoraram!

O betrend agradece à Casa Independente, por nos terem recebido tão bem no seu espaço.
Bons Rapazes vestem Timberland.


domingo, 29 de dezembro de 2013

Pedro Teixeira promete: «O “Rafael” de “O Beijo do Escorpião” vai surpreender»

Pedro Teixeira respondeu a algumas perguntas feitas pelos leitores do Jornal CM.
Radiante e surpreendido com o sucesso da sua personagem na novela ‘Destinos Cruzados' (TVI), o talhante Moisés, o ator promete surpreender no novo projeto. O companheiro da atriz Cláudia Vieira revela que já pensam em aumentar a família.
Lançou recentemente o blogue ‘Bons Rapazes'. Como é que surgiu esta ideia?
Pedro Coimbra, e-mail
- Chegar a esta ideia foi algo muito natural. Chegámos à conclusão de que as nossas conversas e interesses eram partilhadas por muitos homens em Portugal e, como tal, decidimos criar uma plataforma onde pudéssemos partilhar as nossas experiências com o público. Sendo o Tiago Froufe um dos principais social media consultants de Portugal, apenas tivemos de pôr mãos à obra e começar a trabalhar nos conteúdos. Está a ser muito bom trabalhar neste novo projeto e o feedback que temos recebido tem sido excelente.
Depois do Moisés, que tipo de papel gostava agora de fazer?
Andreia Duarte, Coimbra
- Acho que o Rafael de ‘O Beijo do Escorpião' vai surpreender. Estou muito feliz com este novo projeto e espero que o público se apaixone por esta nova trama.
É um bom rapaz, como diz no seu blogue? 
Ana Costa, e-mail
- Sim, mas o melhor é perguntar a alguém que me conheça.
Dá algumas dicas de beleza. Qual é o segredo do Pedro para manter a boa forma?
Marco Pinto, Lisboa
- Procuro ter, dentro do possível, uma alimentação saudável e pratico regularmente desporto. Apesar do trabalho exigente, procuro sempre arranjar tempo para ir ao ginásio ou fazer desportos ao ar livre. Além de fazer bem ao corpo é saudável para a mente.
O que é que mudou na sua vida depois de a Maria ter nascido?
Cristina Sousa, E-mail
- Ser pai fez-me descobrir uma nova forma de amar e mudou muito a minha forma de encarar a vida. Ganhei uma nova responsabilidade e maturidade.
Quando era criança, que profissão sonhava ter?
André Santos, E-mail
- Jogador de futebol. Quem sabe ainda venho a realizar esse sonho num próximo trabalho.
Gostava de ter mais filhos?
Anabela Gonçalves, e-mail
- Sim, pelo menos mais um. Não gostava que a Maria fosse filha única. Mas não me parece um projeto a realizar a curto prazo por motivos profissionais, com muita pena, porque gostava que o próximo não tivesse grande diferença de idade da Maria. Neste momento, a maior preocupação, tanto minha como da Cláudia, é dedicarmo-nos à Maria. Há de acontecer! A Maria também já pede um mano.
É muito assediado pelas suas fãs?
Miguel Oliveira, E-mail
- Não chamaria assédio, mas sim a forma que têm de me quererem acarinhar pelo trabalho que faço, de reconhecimento, o que me deixa bastante feliz.
Ficou com muitos tiques do Moisés, de ‘Destinos Cruzados'?
Sandro Luís, Faro
- Cada personagem é uma personagem e o Moisés foi, de facto, muito diferente do que já interpretei até agora, além de estar muito distante do que sou, foi um grande desafio. No entanto, não fiquei com nenhum tique. Recordo a experiência que vivi no Talho do Tonica, na Costa da Caparica, um talhante profissional amigo do meu sogro, onde aprendi todas as técnicas . E depois fiquei muito surpreendido com a reação do público.
Quais é que são os seus desejos para 2014?
José Afonso, E-mail
- Que seja um ano melhor do que 2013, com tudo de bom, saúde e sorte, na companhia de quem mais amamos.

sábado, 31 de agosto de 2013

Pedro Teixeira - "Eu e a Cláudia somos bastante críticos um com o outro"

carreira de Pedro Teixeira, de 32 anos, disparou depois da série juvenil ‘Morangos com açúcar’. Quase dez anos depois, o ator fala do desafio que é dançar no horário nobre, sobre o seu papel na novela ‘Destinos Cruzados’ e ainda da relação com Cláudia Vieira.
- Como surgiu o convite para participar em ‘Dança com as Estrelas’?
- Foi fácil. Estava nos estúdios a gravar ‘Destinos Cruzados’ e a Helena Forjaz [diretora de comunicação da Media Capital, dona da TVI] foi ao estúdio e veio me dizer a mim e à Rita [Pereira] …
- Então foi um convite coletivo?
- Não, ela chamou-nos individualmente e convidou-nos. Disse-me que estavam a contar comigo para o programa e perguntou qual era a minha resposta.
- Aceitou o desafio de imediato?
- Não foi de imediato. Falámos, tentei perceber como ia ser o programa e depois de algumas conversas que tivemos resolvi aceitar, arriscar e aproveitar para me divertir um bocadinho.
- Trabalha neste projeto com alguns colegas da TVI. Isso também foi um fator importante para aceitar o convite?
- Sim. Exceto a Raquel Tavares e o Calado, já os conhecia a todos. Alguns são mesmo meus amigos. Outros não conheço tão bem, mas dou-me muito bem com eles. O grupo é muito interessante, de gente que gosto bastante e daí também ter aceitado este convite.
- Como é que está a ser esta experiência até agora?
- Cansativa, mas divertida.
- Não tem folgas?
- Temos, à segunda-feira. E ao sábado só vem quem quer e quem pode. Mas de resto treinamos terça, quarta, quinta e sexta. Mas as folgas dão para descansar o suficiente, para estar com boa energia todos os domingos e para fazer um bom programa e divertir as pessoas que nos veem.
- Costuma ficar nervoso antes de entrar na pista?
- Sim, mas com o tempo vamos aprendendo a lidar com os diretos. Todas as semanas passamos por esta experiência e acabamos por estar melhor de semana para semana.
- O objetivo é vencer?
- O meu objetivo é divertir-me, aprender a dançar e tirar o máximo partido disto. No fundo acabamos por ter aulas com profissionais, todos excelentes, de "borla" e quem melhor que eles para nos ensinar a dançar. Acho que estou no sítio certo. Tenho aulas diárias de seis horas com uma excelente professora.
- Nas duas últimas galas ficou nos últimos lugares. Como foi ir ao frente a frente?
- É muito complicado, porque estamos a ser avaliados um contra o outro pelo público e isso, parece que não, mas stressa bastante. Estamos ali a sofrer um bocadinho.
- Como é que lida com as votações?
- Esta semana [frente a frente que ditou a eliminação de Pedro Barroso] não me correu como estava à espera. Andámos a trabalhar uma coisa, os ensaios correram muito bem e quando foi a doer as coisas não saíram como era esperado. E o júri está aqui para avaliar e avaliaram de forma correta. Já sabia quando me deram aquela pontuação, e com as outras pontuações que fui vendo, porque fui o primeiro a dançar, que bastava que aos outros corresse normalmente para terem melhor que eu.
- Também já se lesionou nos treinos…
- Não foi nada de grave, apenas torci o pé, mas nada de importante.
- Ficou aliviado por não sair?
- Muito aliviado.
- A sua última personagem foi o ‘Moisés’ em ‘Destinos Cruzados’. Como foi fazer esta interpretação?
- O ‘Moisés’ foi um bom presente que a TVI me deu. Na altura, quando o Barreira [António Barreira, autor da novela] me ligou a dizer que tinha o personagem ‘Moisés da Consolação’ para mim, e me contou as características dele, fiquei imediatamente expectante para ver mais, para ler o guião, para ver o que é que era aquilo. Fiquei feliz, foram oito ou nove meses muito bons para mim. Ia todos os dias feliz para o trabalho e se não ia ficava quando entrava. Posso dizer que saía sempre feliz da Quinta dos Melos [onde estão os estúdios da Plural] e isso para mim é tudo. Divertir-me no trabalho e fazer o que eu gosto é muito bom para mim.
- Identifica-se de alguma maneira com o ‘Moisés’?
- Não, nada. A não ser talvez no valor que ele dá à família, que hoje em dia é raro. E o ‘Moisés’ põe a família em primeiro lugar.
- Este foi o seu papel preferido até agora?
- Posso dizer que foi o mais divertido de fazer até agora, mas tive outros que gostei igualmente de fazer. Este foi, de facto, o mais divertido.
- Que outras personagens tem entre as preferidas das que já fez?
- Gostei muito de fazer o ‘Simão’, nos ‘Morangos com Açúcar’, que foi a minha primeira personagem, o ‘Matias’ no ‘Anjo Meu’, e agora esta. Penso que estas três foram as que mais me marcaram.
- Tem por hábito ver as novelas que faz? É crítico em relação ao seu trabalho?
- Costumo ver as novelas que faço numa fase inicial. Nos primeiros dois, três, quatro meses sigo atentamente e tento diariamente ver a novela, para perceber também que caminho é que a personagem está a tomar, o que é que estou a fazer, no que é que posso melhorar e o que é que não está bem. No fundo, tento também perceber a linguagem da novela e como é que depois é vista pelo telespectador. Depois, sinceramente, com o tempo, o acumular do trabalho e com o cansaço, é um dos pontos que vou descartando. Deixa de ser diário e, se calhar, acabo por ver uma vez por semana.
- Já tem outros projetos em vista?
- Não. Tenho de acabar isto [‘Dança com as Estrelas’], que para mim podia ter acabado agora, ainda não foi desta, mas de resto não tenho nada certo. Agora é esperar. Há coisas que são faladas, mas nada em concreto.

- Tem contrato de exclusividade com a TVI?
- Sim, até meio do próximo ano.
- Já teve convites de outras estações?
- Não. O convite nunca surgiu.
- E projetos em cinema ou em teatro?
- Lá está, também são coisas faladas, mas são aquelas conversas de café entre amigos atores. E acabamos por dizer ‘vamos fazer este espetáculo assim ou assim’. Uns acabamos por fazer outros ficam apenas pela conversa.
- O Pedro e a Cláudia estão juntos desde os ‘Morangos com Açúcar’. Como são um casal de atores costumam assistir ao trabalho um do outro para trocar opiniões e críticas?
- Também numa fase inicial. Quando as coisas ainda estão em construção acabamos por ser bastante críticos um com o outro. A Cláudia dá-me opiniões sobre o meu trabalho. Eu peço-lhe e gosto que ela me dê. É a pessoa mais dura nesse aspeto. E claro que, quando ela me pede, também dou a minha opinião sobre os trabalhos dela. Somos bastante críticos um com o outro, falamos e discutimos as personagens e acaba por ser uma discussão agradável.
- Enquanto ator, o Pedro tem que fazer cenas com alguma intimidade. A Cláudia fica incomodada? Prefere não ver?
- Não. A Cláudia não fica nada incomodada, nem eu fico. No início talvez fizesse um bocadinho de confusão, mas a partir do momento em que nós também fazemos as cenas e sabemos que tipo de sentimento está implícito numa cena dessas... e sabemos o que sentimos, que não há problema, e que aquilo acaba por ser trabalho.
- São um casal mediático. São assediados na rua?
- As pessoas conhecem-nos na rua. Dizem-nos ‘Bom dia’ ‘Olá, tudo bem?’, mas é muito tranquilo.
- Tem algum episódio com alguma fã que o tenha marcado?
- Não. Felizmente, as pessoas que nos seguem e que gostam de nós são bastante educadas e, quando assim é, é com gosto que as recebo e falo com elas, conversamos por vezes, mas não houve nenhum episódio estranho.
- Alguma vez sentiu o rótulo de ser conhecido como o namorado da Cláudia Vieira?
- Já senti, sim. No início as pessoas conheciam-me como o namorado da Cláudia, mas não me faz confusão nenhuma. Também tenho a minha carreira e ela tem a dela. É uma coisa que não me faz confusão nenhuma.
TRABALHO: AINDA SEM PROJETOS
O ator neste momento está inteiramente dedicado ao programa ‘Dança com as Estrelas’, na TVI. Terminadas as gravações da última novela, Pedro Teixeira está à espera de novos projetos. 
INTIMIDADE: FICÇÃO E VIDA REAL
Pedro e Cláudia Vieira conheceram-se em 2004, em ‘Morangos com Açúcar’, e apaixonaram-se a contracenar. Nove anos depois, o ator não teme que uma situação destas volte a acontecer. "Não tenho receio algum. É uma ideia que nunca me passou, pela cabeça. Mas claro que são coisas da vida e que podem acontecer um dia. Tudo pode acontecer na vida. Nunca estamos certos do futuro e é o que torna as coisas interessantes", confessa. Para Pedro Teixeira, o segredo de uma relação feliz e estável é a amizade. "Estamos juntos há nove anos. Penso que seja o facto de sermos muito amigos. Acho que a amizade é a base de tudo.
APOIO NAS REDES SOCIAIS
Cláudia Vieira expressa todas as semanas o seu apoio ao ator através das redes sociais. Na sua página de Facebook escreveu: "Mais uma vez simplesmente arrebatador". Apesar de nunca ter estado presente nas galas de domingo à noite, a atriz tem colocado imagens apelando ao voto dos portugueses no namorado. 
FAMÍLIA: REAÇÃO DA FILHA
Maria, a filha de Pedro Teixeira e Cláudia Vieira tem três anos e já reconhece os pais quando os vê na televisão. "Claro que nos reconhece e sabe que é o pai que está a dançar com a Mónica [parceira de Pedro Teixeira em ‘Dança com as Estrelas’], por exemplo, mas não passa disso".
"A Maria tem uma característica muito especial. Quando chamamos a atenção para um de nós, ela imediatamente puxa a atenção para ela, como se tivesse uma espécie de ciúmes. Acho que é essa a definição", revela o ator, acrescentando que a filha "quer a atenção para ela e por isso não liga muito ao ver os pais na televisão". 
PERFIL
Pedro Teixeira nasceu a 23 de dezembro de 1980. Viveu a maior parte da infância no Seixal. Estreou-se em 2004 na ficção portuguesa no papel de ‘Simão’, em ‘Morangos com Açúcar’, série que protagonizou. O também modelo vive com a atriz Cláudia Vieira, com quem tem uma filha, Maria, de três anos.
Para além dos vários papéis na ficção nacional e alguns trabalhos como modelo, Pedro Teixeira já fez cinema e algumas peças de teatro. A última foi ‘Os Portas – Comédia da Noite’, em setembro de 2011. 


sábado, 8 de junho de 2013

Flash "Queremos muito voltar a ser pais"

De passagem pelo Algarve, sem a filha, o casal revela que tem adiado o desejo de dar irmãos a Maria, de três anos, por questões profissionais
Prestes a celebrar 34 anos, Cláudia Vieira revela um grande desejo em voltar a ser mãe. “Tenho muita vontade de ser mãe outra vez! Quero muito que a Maria tenha irmãos, acho que é essencial. Os meus irmãos são das pessoas mais importantes da minha vida, são os meus melhores amigos, os meus confidentes, o meu apoio em tudo. Ter irmãos para mim é quase tão importante como ter pais, e por isso eu quero muito dar irmãos à Maria”, revela a actriz por ocasião da festa de aniversário dos dois Água Hotels existentes no Algarve. “Gostava que o intervalo tivesse sido mais curto do que já é. Portanto, é quando tiver de ser”, explica a embaixadora do grupo hoteleiro Água Hotels. “Não me importo nada que os planos saiam furados, mas queremos muito voltar a ser pais – mesmo passando pelo processo todo da gravidez, que não é um mar de rosas, tenho vontade de voltar a ter um bebé”, assegura a actriz, que já é mãe de Maria, de três anos. “Eu diria que gostava de ter três filhos no mínimo”, confessa. Um desejo partilhado pelo companheiro, o actor Pedro Teixeira.

ELE É TALHANTE, ELA É MODELO
Juntos há quase nove anos, o casal viajou sem a companhia da filha – que ficou entregue aos cuidados da avó materna – e aproveitou o fim-de-semana para namorar. “A Maria está habituada a ficar com as avós e fica tão feliz”, referiu a actriz, salientando: “Para nós também é óptimo. Dá para termos um bocadinho de espaço, para voltarmos um bocadinho àquela vida que tínhamos antes de sermos pais, em que é sempre tudo mais solto e dá para namorar à vontade, é essencial e é bom”, explicou Cláudia Vieira, que há três semanas começou a gravar uma nova novela para a SIC, cujas gravações só devem acabar em Fevereiro do próximo ano.
Assim, o tempo a dois é agora ainda mais precioso. Pedro Teixeira diverte os portugueses, no papel de Moisés, um talhante na novela Destinos Cruzados, em exibição na TVI e ainda em gravações. Já Cláudia interpreta Andreia, uma modelo ambiciosa que lida mal com o envelhecimento, e é maltratada pelo marido. “Quando li a personagem odiei-a, agora gosto muito dela”.

Revista Flash

sábado, 1 de junho de 2013

Pedro Teixeira: "Sou 'low profile'. Tento passar pelos intervalos da chuva para ninguém me ver"

O exuberante Moisés da novela da TVI "Destinos Cruzados" não podia ser mais diferente do homem que o interpreta. Pedro Teixeira é, aos 32 anos, um homem feliz com o que a vida lhe deu: o trabalho, a filha Maria, e o amor da sua vida, a atriz Cláudia Vieira.
Já sabe qual é a diferença entre o bife da vazia e do pojadouro?
Ahahaha [risos]! Quer que lhe diga?

Não, não, era só para perceber se sabia.
Agora já sei, antes não percebia nada [risos]!

Como se preparou para interpretar Moisés [personagem de Destinos Cruzados que trabalha no talho Carnes Perfumadas]?
Estive no Talho do Tony, na Costa de Caparica. É de um amigo do meu sogro, que se ofereceu logo para me ajudar. Estive quatro dias no talho a aprender a cortar carne, a observar como eles se comportam com os clientes… Nesse aspeto não tem nada que ver com Moisés.

Ficou com outro respeito pela profissão?
Acho que é uma profissão muito engraçada. O que senti, pelo menos no talho onde vou, e neste na Costa, é que eles se divertem bastante com o que estão a fazer, com os clientes, e que são amigos uns dos outros.

Está a viver muito intensamente esta personagem.
Acima de tudo, estou a fazer um trabalho muito diferente dos que tinha feito até agora e estou a divertir-me bastante. Divirto-me com a equipa técnica. Às vezes, há buchazinhas, que são eles que sugerem… É giro. O Moisés foi crescendo. Não foi só ideia do [António] Barreira, não foi só ideia minha… fomos todos criando esta personagem que me está a dar um gozo tremendo. E a forma como nos divertimos no plateau passa cá para fora. Cortamos muitas cenas a meio porque nos desmanchamos a rir.

Até que ponto teve liberdade para criar Moisés?
Soube que ia fazer o Moisés quatro ou cinco meses antes das gravações começarem. Coisa que hoje é muito raro acontecer. A personagem do Matias na novela Anjo Meu só soube dois dias antes o que ia fazer quando fui substituir o Zeca [José Carlos Pereira]. Desta vez tive tempo para me preparar fisicamente, o que foi importante. Assim que percebi o que ia fazer, liguei imediatamente ao Barreira para perceber o que seria o Moisés. Foi aí que ele me disse que era um talhante, mulherengo, bairrista.

Na novela vemo-lo muitas vezes de tronco nu. Trabalhou o corpo propositadamente?
Quando soube que ia andar quase sempre despido, falei com a direção do meu ginásio, expliquei o que ia acontecer e eles arranjaram-me um instrutor pessoal para trabalhar esse aspeto. Procurei uma nutricionista e estive um mês no Algarve a treinar todos os dias, porque era necessário e fazia todo o sentido.

Há algum Moisés real que o tenha inspirado?
Conheço um quase-Moisés, o Paulo Bravo, que trabalhou connosco na Plural e que é presidente de uma coletividade na Madragoa [bairro lisboeta]. No teste de imagem lembrámo-nos dele. Ligámos-lhe para saber como era na Madragoa, se a malta nova andava a usar bigode, e ele disse que sim, que era uma coisa engraçada e que se usava. Houve cuidado a fazer as coisas, não foi só vamos fazer um boneco engraçado com bigodinho e o cabelo puxado para trás. Houve algum cuidado para tornar as coisas credíveis e não ser só uma palhaçada.

Tem receio de que o Moisés se torne demasiado boneco?
Tenho, e às vezes acontece. Mas somos logo chamados à terra porque temos uma ótima diretora de atores, a Lucinda [Loureiro], que controla essas situações. O que temos de passar é a interioridade da personagem. Apesar de haver muitas situações engraçadas, acho que devemos sobretudo tornar as coisas reais. Não gosto de acabar uma cena e dizer não acredito em nada disto. E, quando isso acontece, peço sempre para repetir, porque ou acreditamos naquilo que estamos a fazer ou a verdade não passa.

Disse que na novela Anjo Meu teve dois dias para se preparar para substituir José Carlos Pereira. Ficou um bocado “à rasca”?
Fiquei completamente em pânico. Aconteceu-me uma situação inédita. O Thiago Justino foi “nomeado” para me acompanhar no primeiro mês de gravações. Ou seja, tinha um diretor de atores só para mim.

Foi angustiante?
Não, foi bom. O elenco era ótimo e isso facilitou. Eles receberam-me bem, perceberam a minha situação e tentaram ajudar-me. Também me diverti, apesar de ser uma personagem mais carregada.

Sentiu-se bombeiro?
Não. Senti que a Plural conta comigo. Senti que, nessa altura, foi o melhor que podia ter acontecido a um colega meu. O Matias era uma personagem que exigia muito trabalho e, se calhar, não era o momento certo para o Zeca a estar a fazer. Toda a gente percebeu. Ele percebeu. Foi bom para mim, foi bom para ele, que depois acabou por entrar com a personagem do Pepito Martinez. Hoje está bem e somos todos um bocadinho mais felizes por causa disso.

Quando é abordado na rua pelas pessoas que veem a novela, há muitos Moisés?
Isso não, mas tive situações no bairro onde moro de senhoras que veem ter comigo e dizem que adoram a novela, o Moisés, e que não estavam à espera de me ver fazer uma coisa assim porque estavam habituadas a ver um Pedro diferente. Isso é bom para mim, é sinal de que as coisas estão a funcionar bem.

A Cláudia [Vieira] disse na apresentação da novela da SIC Ambição que o Pedro estava “uma tentação”.
Ela disse isso [risos]?

Ouve muitos piropos?
Não. Para já, as pessoas sabem que sou apaixonadíssimo pela Cláudia e, acima de tudo, respeitam-me e respeitam-na.

Fica intimidado quando tem de fazer cenas em tronco nu?
Fico. Sempre. Agora já me vou habituando, mas no início foi complicado. Sempre que tenho esse tipo de cenas incomoda-me um bocadinho. Mas incomoda-me mais no trajeto até à Plural, no carro, a pensar que vou fazer aquele tipo de cenas, do que quando estou lá, preparado. Aí, passa tudo e fazemos as cenas na boa.

Vê o seu trabalho?
Vejo. Não era normal ver, não sei se por desleixo. Apesar de trabalhar as minhas personagens, era-me atribuído um género de personagem e caí um bocadinho numa zona de conforto, estava mais instalado. Era um trabalho que gostava de fazer mas que não tinha tanta curiosidade para ver como tenho para ver o Moisés. O Moisés é uma personagem completamente diferente, e ainda tenho algum receio quando o estou a fazer. Gosto de chegar a casa e ver o que fiz, se resultou ou não. Dou por mim a ver muitas vezes a novela.

Porque é que Destinos Cruzados não bate Dancin’Days nas audiências?
Não faço a mínima ideia [risos]! Não sei se devia estar a dizer isto, mas já fiz novelas com uma qualidade muito inferior a esta e que foram sucessos de audiência estrondosos! E esta não está a ser. Está com boas audiências, mas não está a chegar ao primeiro lugar. O nosso trabalho continua a ser o mesmo, quer estejamos a trabalhar para dois milhões ou para um milhão. Em termos artísticos, esta novela superou as minhas expectativas. Em termos de números, está um bocadinho aquém do que eu esperava. Justificação para isso? Não faço ideia.

Acha que este é o fim de um ciclo para a ficção da TVI?
Não, nada! Inclusive, Mundo ao Contrário está a fazer números bons, tem um bom elenco e vamos ver… É bom que a concorrência se esmere porque a TVI está com força!

A concorrência estar mais forte torna o vosso trabalho mais interessante?
O que sinto é que há uma preocupação maior. Não sei se durante algum tempo houve, não digo desleixo, mas…

António Pedro Cerdeira falava em acomodação…
Se calhar, houve, não sei… Nesta fase, sinto que as pessoas estão mais próximas, sinto a direção mais próxima dos elencos, sinto que há uma preocupação maior! E isso, depois, reflete-se no nosso trabalho.

Passaram quatro anos desde que José Eduardo Moniz saiu da TVI. De que forma é que isso afetou a ficção?
Quando ele saiu, fiquei com pena. Foi a pessoa que apostou em mim. Sei que ele tinha um dedo forte na escolha de elencos, e se fui escolhido para protagonista dos Morangos com Açúcar muito se deve a ele ter dito que sim. Mas com Luís Cunha Velho estamos bem entregues. É uma pessoa que percebe da poda. É um homem que está na estação desde essa altura e que sabe realmente o que está a fazer. E estamos a sentir isso. Desde que o temos como diretor as coisas mudaram. Mesmo em termos de programação, o facto de a novela se ter mantido no mesmo horário é fundamental. Acho que mais do que a qualidade das novelas que a SIC tem apresentado, é o respeito pelos horários e pelas pessoas que estão a ver. Esse foi um ponto muito mais decisivo do que propriamente a qualidade da novela. A ficção da TVI não tem os dias contados. É tudo uma questão de ajustamento e de perceber que o público não é parvo, tem o comando na mão e é ele que decide o que quer ver. Uma novela é para acompanhar do princípio ao fim. E acho que foi por aí que a SIC teve esta pequena ascendência nestes últimos tempos. Mas isso rapidamente se corrige e depois, sim, já vai depender da qualidade dos produtos. E nisso acho que somos mais fortes.


Nos últimos anos, actores portugueses como Diogo Morgado, Paulo Rocha, Ricardo Pereira a apostarem com sucesso na internacionalização. É um projeto seu?
Para já, não. Nunca me ouviu dizer que queria ir para o Brasil fazer formação [risos]. Se calhar, daqui a um, dois anos… O Pêpê Rapazote foi agora… e que idade é que ele tem? 40? Nunca é tarde! É óbvio que todos gostamos de pensar nisso, mas eu gosto muito da vida que tenho aqui. Sou feliz a trabalhar aqui, tenho a minha filha e a minha mulher aqui e sou feliz! Neste momento não preciso de mais nada.

O Pedro “nasceu” na segunda temporada dos Morangos com Açúcar. Acha que ao longo das temporadas a série deixou de ser uma fábrica de atores para ser uma produção em série de figuras públicas?
Não. Pelo menos não foi com esse objetivo que a Plural e a TVI criaram os Morangos. Mesmo depois da minha série, continuou a sair malta muito talentosa. Quando eu entrei, a média de idades era 24, 25 anos. Já tínhamos muito mais vivência do que estas últimas séries, em que muita malta entrava com 17, 18 anos e estava naquela altura da adolescência em que se quer experienciar tudo, e estamos ali na televisão… Acho que isso é um bocado perigoso.

Já foi sondado para ir para a SIC?
Não. Às vezes, na brincadeira [risos]…

Na brincadeira?
Não, nunca houve uma proposta concreta, até porque tenho contrato com a TVI há seis, sete anos e as pessoas que estão na SIC também sabem isso.


Qual é a diferença entre o Pedro Teixeira e “o Teixeira”?
Como assim?

Entre a figura pública e “o Teixeira”, que é como é tratado pelos seus amigos.
O Pedro Teixeira é mais recatado na forma como se apresenta publicamente. As pessoas são muito mazinhas… qualquer coisa que façamos que não seja politicamente correta, podemos levar um traço vermelho por cima, é uma coisa cruel. Tento gerir isso da melhor maneira. Não sou uma pessoa diferente, não sou mais ou menos divertido. Sou low profile, tento passar pelos intervalos da chuva para ninguém me ver. Não quero que falem muito bem, mas também não quero que falem mal.

Pedro é da Amora. Explique-me o que é isso de ser da Margem Sul.
É ser do outro lado do rio, é a melhor vista de Lisboa [risos]! A minha experiência de vida do outro lado, no bairro onde nasci e cresci, era de sair à rua, assobiar e os meus amigos virem à janela e irmos todos jogar à bola. Tenho vivências com os meus amigos desde criança que acredito que outras pessoas tenham, mas acredito que vivi mais e que foi realmente uma juventude muito boa. E ainda hoje, quando vou lá, e vou muitas vezes, sinto-me em casa. É lá que consigo ser eu e estar completamente despreocupado.

Cresceu rodeado de que realidade? Imigração, insegurança, gangues?
Sim… vivi rodeado disso tudo! Eu joguei futebol no Amora [Futebol Clube], na Margem Sul, desde miúdo. Na equipa tínhamos malta da Arrentela, da Torre, da Marinha, do Seixal. Conhecíamos a realidade uns dos outros porque íamos a casa uns dos outros, éramos realmente muito amigos. E, sim, deparei-me como determinadas coisas. Como ator é bom ter vivido isso tudo. São experiências que nunca mais vou esquecer e que acabam por ser boas para a minha valorização pessoal.

O que queria ser quando era pequenino?
Jogador de futebol, claro [risos]!

Teve pena quando deixou de jogar no Paio Pires Futebol Clube?
Sim, tive pena, mas não dava. O último ano já foi muito complicado, a Maria já tinha nascido e aquilo exige que estejamos lá três vezes por semana, mais o domingo. A Cláudia ainda cedeu um bocadinho porque eu disse que era o último ano, estávamos perto de ser campeões e era giro sair assim…

Chegaram a ser?
Sim! Saí, e hoje tenho saudades. Todos os fins de semana vou jogar à bola, mas sem qualquer compromisso. O problema era esse. Eu tinha mesmo de ir porque não gosto de falhar.

Deu muitas dores de cabeça aos seus pais?
Dei. Era um bocado desorganizado, vamos chamar-lhe assim.

Com a escola?
Eu era bom aluno. Problema? Faltava muito às aulas. E faltava às aulas pelas razões mais parvas, como para jogar futebol. Eu tinha uma professora de Matemática, que era a minha diretora de turma, que chegou a ir buscar-me pelas orelhas para ir para a aula. Nesse aspeto, dei muitas dores de cabeça aos meus pais. Depois, no fim do ano, acabava sempre por passar… mas sempre tudo muito aflito! Acho que se tivesse estudado mais tinha sido mesmo um aluno excelente.

Depois de terminar o 12.º ano o que fez?
Andei a trabalhar, fui à tropa…

Quanto tempo?
Seis meses. Mais uma vez, desleixo. Naquela altura, quem tivesse o 12.º ano não precisava de ir à tropa. Eu esqueci-me de entregar o certificado de habilitações a tempo… e lá fui para tropa. Foi giro, foi uma experiência divertida.

Quando é que decide que tinha de se fazer à vida?
Sempre trabalhei para pagar a faculdade. Fui estudar para uma faculdade privada e trabalhei para a pagar, e as coisas aconteceram-me assim na vida. Foram caindo do céu. Eu estava a estudar na Lusófona quando o Fernando Fragata fez o filme Sorte Nula e precisava de malta jovem para trabalhar com ele. Através de um amigo meu, que sabia que eu estava a estudar cinema, fui chamado para trabalhar como assistente de produção. Fui gravar os castings, depois o Fernando pediu-me para ler o texto do Alex [personagem]. Fui um bocado batoteiro porque eu sabia o texto de trás para a frente, sabia quais as pessoas de quem ele tinha gostado e foi um bocado jogar por imitação. Fiquei com o papel, entretanto, fui para os Morangos com Açúcar, aconteceu tudo muito rápido e, de repente, estava a trabalhar a sério.


Ao fim de três anos, quando olha para a sua filha, ainda fica maravilhado com a sua criação?
Sim, eu e a Cláudia falamos sobre isso. Às vezes ela está a dormir ao pé de nós e rimo-nos, daqueles sorrisos cúmplices, a olhar para ela. É mágico, é uma coisa maravilhosa que nos aconteceu. Temos plena noção de que somos uns sortudos, que a vida nos sorriu imenso e que… é isto! Tenho a Maria, ela é uma criança feliz, saudável, é mimadita, mas vai ter de deixar de ser, mas que nós amamos e que nos preenche o dia. Basta um sorriso e nós ficamos felicíssimos.

Pedro e Cláudia estão juntos há nove ano. Há uma perceção pública de que são uma espécie de “namoradinhos de Portugal”. Como se mantém a normalidade numa relação que esteve desde o primeiro dia sob o olhar público?
Sob o olhar público só em determinadas situações. Somos um casal perfeitamente normal, como amigos meus, que não trabalham em televisão. Vamos à rua com o nosso cão, vamos às compras ao minimercado, tomamos café no meu bairro… as coisas normais que toda a gente faz. Quando estamos publicamente, tentamos ser mais contidos nos carinhos e no afeto, mas nada mais do que isso. Continuamos a ser nós próprios e adoramo-nos.

Como fazem a gestão da exposição da vossa vida? Nunca fizeram uma produção fotográfica com a Maria, mas a Cláudia costuma publicar fotografias da filha na página oficial de Facebook.
O grande receio que eu tenho com a Maria não é que ela seja raptada, porque o gajo que fizer isso está bem lixado comigo. Vou atrás dele até ao fim do mundo! As crianças são muito cruéis e eu conheço casos de miúdos, alguns que trabalharam em televisão, que sofreram horrores na escola. Aquela coisa do bullying de que as pessoas falam é real! E acho que é muito mais fácil a Maria sofrer com esse tipo de situações se souberem que ela é nossa filha. Eu quero, e tento, que ela seja uma criança como as outras, normal.

Houve algum momento em que sentiu que as pessoas o viam apenas como o namorado de Cláudia Vieira?
Ah, sim, claro! Não tenho problema nenhum em dizer que isso já me aconteceu e que ainda hoje, às vezes, acontece. O chinês do meu bairro diz-me: “És o namorado daquela rapariga da SIC?” É óbvio que isso acontece porque a Cláudia é uma pessoa muito mais mediática do que eu. As pessoas identificam-na muito mais rapidamente e é normal não saberem o meu nome e dizerem que eu sou o namorado dela. Não tenho problema nenhum com isso.

Nunca o chateou?
Nada, zero.

Como é para si, como homem, ver a sua mulher de lingerie num outdoor de cinco metros de altura?
Ao início tudo me fazia confusão. Quando começámos a gravar os Morangos com Açúcar, sempre que a personagem dela dava um beijinho noutra personagem ficava todo roído. Mas, depois de fazer este trabalho, acho que nos habituamos e começa-nos a passar completamente ao lado. Porque sei perfeitamente o que sinto quando faço esse tipo de coisas e isso é uma grande mais-valia que tenho. Se não trabalhasse nesta área, provavelmente, ia-me fazer muita confusão. Lembro-me de a Cláudia ir fazer O Contrato, em que tinha umas cenas hardcore com o Pedro Lima, e eu disse-lhe para estar completamente à vontade e fazer o que tinha de fazer. Ela estava mais preocupada do que eu por ter de fazer aquele tipo de cenas. E compreendo-a, porque eu também estaria. Mas o meu papel é dar força e desejar que o trabalho corra às mil maravilhas.

A vossa normalidade é alvo de invejas?
Por parte de quem? Não, nunca senti isso. Acho que as pessoas gostam de nós, os nossos amigos, e mesmo os conhecidos. Quando a Cláudia está presente, ela tem uma luz, uma aura tão boa que duvido que alguém consiga dizer alguma coisa. Ela tem, de facto, uma energia maravilhosa. Tudo onde ela toca transforma-se em ouro. Ela é uma pessoa especial.

Fez 32 anos em dezembro. Já se sente um homem adulto?
Não, nada [risos]! Acho que vou ser sempre uma criança. Mais responsável, porque sou pai, tenho contas para pagar. Mas continuo a ser uma criança. E ainda bem!

Entrevista exclusiva à Notícias Tv